Lomadee

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terça-feira, 28 de março de 2006


No Meio do Caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 27 de março de 2006

sexta-feira, 24 de março de 2006


O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.
Fernando Pessoa

terça-feira, 21 de março de 2006


Bolívar e o nu
O fotógrafo americano Spencer Tunick - famoso pelas fotos de multidões de pessoas nuas em locais públicos - aprontou de novo. Dessa vez, na terra de Hugo Chávez.
Pelo menos 1,5 mil venezuelanos tiraram a roupa no domingo, dia 19/03/2006, em frente à estátua do libertador Simón Bolívar, em Caracas (conforme a foto).

sexta-feira, 17 de março de 2006


Felicidade
Tristeza não tem fim
Felicidade sim...
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leveMas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar.
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei, ou de pirata, ou jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira.
Tristeza não tem fim
Felicidade sim...
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquilaDepois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor.
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos de minha namorada
É como esta noitePassando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo por favor...
Pra que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor.
Tristeza não tem fim
Felicidade sim...
Música: Tom Jobim
Letra: Vinicius de Moraes

quinta-feira, 16 de março de 2006




Entre o ser e as coisas
Onda e amor, onde amor, ando indagando
ao largo vento e à rocha imperativa,
e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva.

As almas, não, as almas vão pairando,
e, esquecendo a lição que já se esquiva,
tornam amor humor, e vago e brando
o que é de natureza corrosiva.

N'água e na pedra amor deixa gravados
seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas e mais nuas.

E nem os elementos encantados
sabem do amor que os punge e que é, pungindo,
uma fogueira a arder no dia findo.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 15 de março de 2006



Ser feliz no amor é possível.
Para isso é preciso amar o outro.
Para amar o outro é preciso amar a si mesmo.
Para se amar, é preciso se respeitar.
Para se respeitar é preciso se aceitar.
Para se aceitar é preciso se conhecer.

terça-feira, 14 de março de 2006



MÁSCARAS
E se pudessem ver o que pensa?
Se vasculhassem sua alma, sua mente e tudo ficasse explícito?
Você diz tudo o q pensa. Será?
É comedida, uma pessoa sóbria e sensata. Quem garante?
Revelaria o mais secreto dos seus sonhos e desejos?
Ousaria despertar e agir em momentos de fúria?
Nunca conheci alguém que fosse tão bom,
que jamais tenha ansiado por sangue quando em explosão de ira.
Muito menos alguém tão puro que nunca tenha pensado ou desejado de forma ansiosa e latente.Então quem é você?
É aquilo que pensa ou aquilo que mostra?
Prefiro pensar que sou o resultado deste conflito.
Sou o que sou quando ninguém olha, quando não desejo impressionar ou forjar nada.
Mas e você?
Ontem falou, opinou, chorou...... tudo muito legítimo e verdadeiro, creio.
Afinal, você sabe realmente quem é, e não tem medo de se mostrar, correto?
Nem sempre!
Nenhum personagem se sustenta por muito tempo. E trazer “a baila” os sentimentos e pensamentos que preferimos conter é arriscado e seu conteúdo altamente inflamável.
Alegre-se!
Pois, quem definiu o que é normal, sóbrio e correto?
Cabe a você escolher seus padrões, traçar e estabelecer seus crivos e determinar quem é.
Sem máscaras, sem medo.
A originalidade e autenticidade, sempre foram grandes e raros atributos.
Agora... “na boa”, quem é você?
Por Marcela Machado

segunda-feira, 13 de março de 2006









Ao Amor Antigo

O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não.
Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.